terça-feira, 5 de janeiro de 2010



Gosto de Janeiro.
Gosto da chuva, do frio no fim da tarde, do dia de Reis... Aliás, gosto em especial das tardes de janeiro.
Sinto falta de quando às tinham, já que agora só me resta um pouquinho da noite para descansar...
Tenho saudade de ir ao Crato de ônibus e tomar banho de chuva na volta.
Nessa época o cheiro de verde se espalha por todo canto, mas não tão intensamente como no Crato.
Não preciso nem fechar meus olhos para ver e sentir os mesmos momentos do janeiro de nois anos atraz;
Eu tinha acabado de voltar do inferno; ou melhor, do inferno não. Eu sempre estive rodeada de anjos sem perceber...
Mas bem, tinha acabado de voltar à terra quando descobri que janeiro era melhor do que eu sempre achei que fosse.
Mas que beleza, Janeiro começa com "J"; Janeiro é nome próprio!
Terei que sobreviver este ano sem o meu segundo mês favorito, já que o primeiro é Junho, também com a minha letra favorita.
Mas assim como o anterior, este ano aprenderá logo a voar longe para trazer Janeiro de volta para mim.
A única diferença é que este ano eu terei mais conquistas e bons côcos para contar, cantar e dançar; sentir saudade e dar vontade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Chuva de pétalas para colorir o céu de um vestido



Foto por Fábio Lucas

domingo, 29 de novembro de 2009

"R" de ''erre''

Era mais um final de quinta-feira. Dessas em que se chega em casa do trabalho, o ambiente inteiramente silencioso com apenas o som do relógio gritando que não há ninguém em casa.
Ela joga a mochila no chão do quarto coberto por pôsteres de cantores que fantasiam em sua mente um destino completamente diferente do que havia sido escrito para ela.
Toma um banho demorado esperando que ao retornar ao quarto encontrasse em seu celular uma ligação daquele que não apareceria pelos próximos dias ou quem sabe meses(tudo depende do que acontece). Mas ele não ligaria; diria que não tinha crédito quando na verdade, estaria aproveitando a farra com a galera da facul.
Havia shows de rock na cidade, mas ela era do tipo que desanimava rápido e quando sentia raiva, mergulhava em seus livros; achava que estudar era uma boa maneira de esquecer as frustrações.
Em algumas vezes acontecia de algum amigo(a) aparecer para arrastá-la do estado vegetativo, mas naquela semana todos estavam ocupados, empolgados, gastando demais para se importarem com quem não está nem aí para si mesma.
Leu, escreveu várias páginas, digitou e pensou por horas até que o celular ligado no carregador apitou avisando que já estava carregado por completo. Ela o pega para fuçar, já que ainda não sabia mexer direito; fazia uma semana que comprometera seu 13º salário com um desses celulares rosas e modernos, de dois chips. Observava se todos os contatos tinham ficado em sua agenda quando passou por uma letra que não desenhava há tempos: Jota

É que “J” é uma das poucas letras que também é nome; e para ela isso era interessante, até porque, além disso, a letra também lembrava alguém.
Deixar uma namorada sensível em uma cidade morgada como esta; viajar e não ligar pelo menos cinco vezes ao dia para dizer coisas bonitas é pedir para deixar o coração da dama carente e livre para novas ou antigas relações.
Ficou pensando naquela letra, naquele nome e naquele homem quando concluiu:
- Faz tempo que não ouço aquela voz 40% feminina.
Por um momento ainda lembrou-se de como aqueles 40% de feminilidade ficavam tão sexy’s em certos momentos.
Esfregou os olhos quase que num susto, tentando desgarrar da lembrança.
- Não, melhor só dar um toque. Sabe lá se ele está namorando...
Deu três toques e nada. Pôs o celular no silencioso e jogou-o embaixo do travesseiro para o caso de “alguém” retornar.
- Nós dois teremos mais ontens ou amanhãs?
E calou boca e olhos com o sono.
- Amanhã é dia de pagamento.
Contas e mais contas para pagar e um conjunto de soutien e calcinha lindo na vitrine!
- Vou levar.
Mulher quando fica carente sente falta de tudo, até do que já tem de sobra.
Mais uma sexta-feira vaga na internet.
- É melhor estudar pro Enem.
Claro que ela não conseguiria estudar, estava ansiosa demais para que algo novo acontecesse.
Nenhuma ligação no celular. Até ele estava descarregando de desânimo.
Hoje é dia 28 e os sofás e camas continuam bem arrumados, não há casa para limpar. Tudo continua intacto e ainda permanecia o único som sonolento do tic-tac do relógio de parede; até a gata tinha arrumado o que fazer pro aí.

O quarto estava com uma iluminação laranja e natural por conta do sol às 3 da tarde. Foi quando o telefone finalmente decidiu tocar(cantar):
“Caught in a bad romance…”
Era ele, o Jota.
Ficou pensando por uns três segundos no que dizer quando pôs o celular no ouvido, apertou a tecla verde e permaneceu calada.
Puxa vida, fazia tanto tempo que não se falavam; como poderia reagir àquilo?
- Alô, Jess?
- Oi!
Ela não sabia se calava a boca ou o coração que naquele momento batia mais alto que a voz dela.
- Então, tinha visto sua ligação, mas decidi retornar só quando colocasse crédito. Como você está menina? Faz tanto tempo que não te vejo!
Ela pensou bem em cada palavra que ia dizer e tentou tomar cuidado para não demonstrar o nervosismo. Mas é claro que foi envão, até porque ele também estava nervoso.
Depois de meia hora de conversa(hoje em dia as operadoras facilitam muito a vida dos desocupados), os dois permaneceram em silêncio por um momento. Um esperando que o outro puxasse um assunto(ou encontro).
- E aí, vai fazer o que hoje?
- Quem? Eu? Nada! Aliás, faz dias que não faço nada.
Depois de ter dito isso ela mordeu os lábios arrependida; pensou que agora ele pensaria que ela se auto-convidou para algum programa com ele.
- Nem eu. Fiquei sabendo que Madagascar II já chegou ao cinema, ta afim? Olha só, o filme é infantil, o que significa que eu não vou ter chance de te agarrar(deu uma pausa), eu acho.
Eles sorriram e logo ela o acompanhou com uma resposta:
- Por mim tudo bem. Eu não tenho nada(ninguém) para fazer(ver) mesmo.

Há quem diga que não. Mas eu continuo com a tese de que Uma coisa leva à outra.

Daiane Lopes.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Eu não preciso demonstrar todos os dias aquilo que eu sempre senti e sentirei.
Gosto de gostar baixinho.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu não sei onde nasci
Não lembro como nem quem veio me trazer àqui.
Não tenho endereço nem sobrenome
Não sei explicar qual é o vazio que me consome
Eu sei que desfarço bem essa maldade
Quem de longe vê nem imagina a verdade.
Não tenho casa nem endereço
Eu não sei o que realmente mereço.
Não tenho amor algum, não sou a doninha de ninguém
Sou alguém incomum, sem nenhum vintém.
Eu sou sozinha e não estranhe
Eu, não tenho pai nem mãe.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Como meu sucrilhos ao leite como quem mastiga sua boa sorte e engole como leite a raiva que você me faz, rapaz.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nosso amor foi como jogar pedra na lua:
Subiu, subiu, mas não chegou ao destino previsto.
Foi como aqueles achocolatados em caixinha;
que antes mesmo de sentirmos o sabor o leite já tem acabado.
Teu amor foi como fogo de chuvinha que brilhou, brilhou mas acabou me queimando, e isso dói.

Eu quero mesmo é sentir um beijo arder na garganta;
Gozar um amor de comédia romântica.
Quero deixar vermelha de paixão qualquer grama verde em que nos deitarmos.
E que se cale toda e qualquer ofensa sobre meu lado sensível de ser.
E ah!
Os desejos daqui desejados não são para fazer inveja,
mas sim para fantasiar algo que não existe.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Duas da tarde;
O quarto alaranjado de sol;
A lembrança da sua barba suja do meu rouge;
Uma saudade apertada para doer.

Um olhar querendo dizer que te ama;
Um zíper para calar uma boca sem coragem.

sábado, 24 de outubro de 2009

Djavú

Quando é que você vai partir meu coração denovo?
Eu sei que logo morrerei de raiva de você;
tentarei te excluir da minha vida pela milésima vez e depois de um tempo estaremos mais uma vez assim(juntinho).


Você criou um filme em meu pensamento.
Daqueles em que as cenas românticas rolam em câmera lenta enquanto toca uma música do tipo.
Isso não é muito saudável, mas não abro mão de assisti-lo todos os dias antes de dormir.

Foto por: http://www.kurthalsey.com/

segunda-feira, 12 de outubro de 2009




E fica um acorde de saudade.


Reencontros em alta nesta estação.

sábado, 3 de outubro de 2009

Minha casa de quatro mulheres ganhará uma gata e uma cadela.
É muito sexo feminino para um senhor que passa o dia sozinho!

Foto por Paula Izabela

Esta semana enquanto o tédio tomava conta da perfumaria, resolvi consumir alguns escritos que uma amiga me doou.
Lendo percebi que escritores que aqui já não habitam, que há tanto tempo deixaram de viver para se tornarem história; percebi que alguns deles pensavam como eu. Eu li revelações tão pessoais e tão parecidas comigo que desejei ter nascido naquela época só para poder encarar alguém como eu.
Mas nascer em uma época diferente não me entristece; fico feliz em apenas ler e saber da existência de seres tão sensíveis; que apesar dos desvios do destino, tiveram várias paixões mas apenas um amor; amor este que carregaram não só no peito, mas no corpo inteiro até seu ultimo dia de vida.
Quisera eu ter alguém que vinhesse de tão longe à barco e à cavalo só para tentar ganhar o meu amor; chegasse aqui e descobrisse que aqui já não vivo e à Bahia fosse atraz de mim.
Mas se tudo podesse ser igual assim, não teria graça.
A minha história só eu posso contar; apenas eu posso viver; é de minha autoria o sentir e assim se prossegue com cada um.
O meu amor só eu poderei sentir a vida inteira, mas existem as lembranças para a minha memória falhar, e você para me refrescar. E quando tu não mais existir, serão estas linhas que me faram sentir saudade; serão meus tecidos que faram outras pessoas se identificarem, e ainda que não mais existemos, ficará vivo e transparente no ar por toda a eternidade o que há de mais bonito: O amor verdadeiro, o sentimento que inspira canções, poemas, lágrimas e sorrisos; todos eles com a sua cara e o meu caráter sentimental, amado.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009


E não existe homem bravo que não se amanse com um beijo de flor.
Sagrado seja o perfume que envolve dois corpos coloridos com corações de um vermelho único: Paixão
Saberei eu dizer pessoalmente as palavras que tatuo em meus cadernos quando sorrindo tímidamente penso nele?
Já fazia tempo desde que meu coração fora trancado à 9 chaves para não correr o risco de se afogar em amor novamente;
Mas não foi um príncipe com uma chave encantada quem apareceu para me desencadear, foram à várias marretadas que um carpinteiro conseguiu quebrar minha suposta proteção ''anti-romance''.
O tempo nos acostuma com a solidão(pobre de quem já se entregou a ela) e por isso hoje tudo parece tão novo e bonito que chega a transparecer surreal, como se eu tivesse que tomar cuidado para não cair em mais uma pegadinha da vida.
Bom,
veneno ou licor,
eu fico com o sabor que melhor se encaixar às minhas cordas vocais;
A bebida que melhor soar uma canção para se dançar;
E o melhor amor para fantasiar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Eu sou muito alta, muito magra, e meu cabelo azul não combina com a sua barba laranja.

sábado, 12 de setembro de 2009

Diálogo de subconsciente com visitante de sonhos:

- De novo você por aqui girassol? Já é a segunda noite seguida!
- É que eu sei quando ela está prestes a me esquecer, então apareço só pra garantir minha estadia aqui.

A pior coisa que se pode acontecer quando se está namorando é sonhar com o ex.
Estes sonhos despertam emoções, cheiros, lembranças... Saudade.
Ande minha falta de memória, esqueça logo isso!

Acordar de mau-humor é consequência de uma má noite de sono, e de sonhos.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Eu não sei dizer se as pessoas de hoje me conhecem de forma correta.
Não sei se tenho pessoas o suficiente para escreverem sobre mim quando um dia nada mais existir.
Eu só tenho certeza de uma, Nayane Souza Alves.
Esta me conhece da raiz do cabelo ao dedo do pé que...
Esta me conheceu feliz, bonita, cheia de graça.
A mesma me viu perder os cabelos da cabeça, e outras coisas que pisaram o chão.
Me viu morrer de felicidade enquanto o presente escrevia o futuro miserável que me abraçaria.
Me viu ficar, namorar e jurar nunca deixar um homem borrar meu sorriso contornado de batom vermelho.
Hoje ela me vê chorar com a mesma frequência que assiste televisão.
Me vê me perguntando o que eu fiz para merecer tamanha angústia e infelicidade;
tamanhos problemas e decepções;
me perguntar por quê amar tanto alguém que nunca olhou para dentro de mim.
Ela me diz para esquecer, que existe coisa melhor guardada pra mim, que ninguém gosta de me ver assim.
Mas e aí? O que se fazer quando simplesmente se sente? Como se algo me obrigasse a isso!
Eu implorei a papai que me desse forças para segurar isso tudo, que me fizesse esquecer e me libertar para outros caminhos;
Força ele deu, mas não perca de memória suficiente para esquecer aquele girassol.
Hoje eu tatuo meu rosto diariamente com lágrimas exaustas de derramar, e sorrio! Sorrio porque sorrir engana a dor, funciona.
Minhas mãos tão cansadas... insistem em escrever.
Passo o dia pensando, sonhando, tecendo um futuro que não existe.
As vezes penso que a melhor opção pra quem não está feliz é sonhar com o que pode nos fazer feliz.
Por isso sonho, escrevo, canto, e aí me lembro destes amigos rescentes que me conhecem tão bem e tão mal ao mesmo tempo.
Eles sabem e não sabem de tanta coisa, e mesmo assim me fazem um bem tão grande, pois muitos deles são capazes de qualquer coisa para me ver sorrindo, e digo isso sem medo!
E é assim, lembrando deles que eu agradeço a papai por me ensinar que em meio a dor se encontra uma lição de amor.
Eu penso em Nayane, em Victor, Laecio, Adriana, Cilésio... As pessoas mais maravilhosas que eu já conheci. Em todo o sentimento que demonstram ao me verem triste, ou até mesmo feliz!
Eu sei, não são só eles, existem vários nessa lista de presentes de papai; minha família, o sorriso de Pedrinho, mais e mais amigos!
Devo a todos o ar que respiro, pois todos teem uma participação tão especial e bonita nas batidas de meu coração...
"A vida segue Daiane"
Eu canto isso todos os dias por vezes incontáveis, inlembráveis.
E não me importo de esperar, um dia meu coração aprende a letra da canção que vocês escreveram pra mim, meus anjos.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

O Crime


Reescrito por mim, narrado por fim.

Alexi Fonseca, jovem de classe social baixa, nasceu e se criou em um bairro pobre de sua cidade natal, Tapiratiba. Nascido em 1974, foi abandonado pelo pai aos 10 anos, deixando ele, Séfora - sua mãe - e seus irmãos - Davi, de 5 anos e Maria de 2 -.
Esta não é uma história de comoção, esta é a história que lembra um vizinho, o tio de um amigo ou até mesmo uma matéria mostrada em um jornal policial local; que geralmente suja o caráter do entrevistado(a menos que seja alguém poderoso, claro) descaradamente. Enfim, esta é uma história bem "a cara de fulano", pois todos já viram algo assim.

Trabalhando como servente de pedreiro e sua mãe como lavadeira, Alexi - que há tempos já havia largado os estudos - aos 20 anos conheceu Alícia; jovem de 18 anos rescém completados, que morava na mesma comunidade que Alexi e cursava o ultimo ano do ensino médio. Em pouco tempo os dois começaram a namorar e por alguns meses a paz pareceu reinar entre aquelas pessoas.
Quando dizem que "alegria de pobre dura pouco", acreditem; é porque é verdade. Com cinco meses de namoro com Alexi, Alícia descobriu que estava grávida, o que ocasionou ela ser expulsa pelo pai e passar a morar com seu namorado; ao mesmo tempo que Séfora descobriu que portava diabetes tipo 2, o que a fez parar de trabalhar, pelo menos por um tempo. Daí em diante, "problema" se tornou uma palavra comum na vida dos Fonseca, principalmente para Alexi, que se viu sozinho e obrigado a encontrar uma solução.
Com quatro meses de gravidez, Alícia revelou que estava esperando gêmeos; o que deixou Alexi ainda mais preocupado, já que o dinheiro que recebia não dava nem para ajudar sua mãe com os medicamentos.
Os meses foram passando, Alexi já completara mais uma primavera e a situação de sua família - agora maior com Alícia e os dois bebês - era a mais difícil em toda sua vida. Mal havia comida e o estado de saúde de sua mãe piorava cada vez mais pela falta dos remédios. Desesperado, Alexi tomou uma decisão que iria mudar sua vida para sempre.
Morando onde morava, Alexi conhecia todo tipo de pessoa, até mesmo aquelas que não são boas de se conhecer. Logo conseguiu uma arma e munição; o dia seguinte prometia.
Durante a noite, permaneceu calado, pensativo, o que deixou Alícia intrigada:
- O que há? Porque não fala nada? Está inquieto...
- Não tenho o que falar.
- Tem certeza? Tá tudo bem?
- Já disse que não tenho o que falar!
Alexi não tinha gritado, nunca foi disso. Mas sua voz se agravou com a persistência de Alícia.
Alexi se calou. A casa se calou.
O silêncio reina onde há fome.
O dia amanhece e logo cedo Alexi sai e toma um café gelado em algum boteco.
13:30pm
Alexi respira fundo olhando para a sua casa e sai em sua missão.
14:00pm, banco central de Tapiratiba, Alexi anuncia assalto e mantém funcionários e clientes reféns, ameaça atirar em quem tentar reagir.
Logo a polícia é acionada e o banco é cercado por homens da lei.
Borboletas explodem na barriga de Alexi e tremendo, se apressa em pedir os pertences dos reféns e dinheiro ao gerente.
O tempo passa lentamente para Alexi, reféns e policiais.
O sol já está quase sumindo quando as negociações se iniciam; Alexi exige um advogado para lhe defender e enquanto o cansaço e o medo o tomam conta, a polícia tenta armar um esquema para invadir o banco e capturar Alexi sem ferir nenhum refém.
Envão. Alexi era um homem bom e jovem. E os jovens inocentimente não controlam suas emoções, o que muitas vezes isso pode ser um problema. Felizmente as emoções de Alexi não o levaram ao absurdo, não em parte.
Alexi só queria dinheiro, não tinha intenção nem coragem de machucar ninguém.
Em uma confusão de pensamentos e sentidos;
Calores e frios;
A lembrança de seu pai indo embora; o sorriso de Séfora escondido atrás de um olhar pálido; Alícia e seus pequenos...
Após longas 12 horas de cansaço físico e mental, Alexi se entregou à polícia acompanhado de um advogado.
Do lado de fora, uma multidão de curiosos, os malditos jornalistas locais prontos para desmoraliza-lo, e no meio disso, o olhar cansado e sem esperança de Alícia, que carregava seus filhos consigo, pequenos como as lágrimas que caiam de seus olhos.
Ao ver esta cena, Alexi perdeu suas forças, em segundos se deixou cair no chão lentamente, exausto e aos prantos. Suas mãos em seu rosto traduziam o que ele soluçando falava:
- Perdão Alícia, perdão! Me desculpe pelo destino que sem querer estou dando aos nossos filhos, me perdoe!
Não se pôde ouvir mais nada; fora arrastado pelos policiais para dentro da viatura.

E agora você deve estar pensando que esta não é uma história vista em qualquer lugar ou jornal policial, como eu citei no início. Não se vê porque esta é uma história vista por traz das câmeras; por detrás da voz daqueles que não enxergam o desespero.
E ainda assim volto a dizer que esta é uma história comum por ser vivida por muitos, de várias formas, mas assistida por poucos.

Daiane Lopes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009


São nos fins de tardes de verão
que eu me lembro de nossas prosas
São de conversas tão melosas
que eu estanco a saudade no teu chão
São de coracterísticas tão idênticas
que eu mergulho na inocência,
na essência e na tendência
de te ter aqui por perto;
Pois eu sonho e dessonho com esse romance enfadonho
Onde tu que és tão esperto
Nem imagina o que eu espero.
De tão bonito
De tão sabido
Que não me controla por um trisco.
E mesmo com o gosto de uva na língua,
ainda assim eu te digo
Que bonito por sabido
Um coração fica dividido!

domingo, 2 de agosto de 2009

Morderei de saudade


E todas as manhãs nascerão com vontade de nos juntar!